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O eucalipto, espécie
exótica no Brasil, apresentou facilidade de adaptação
a solos pouco férteis e, durante certo tempo, resistência
a pragas, que não reconheciam a árvore por
não ser nativa. Porém, apesar das facilidades
que o uso da árvore de eucalipto traz, a adequação
do seu plantio às vezes é questionada, em
vista dos impactos que seriam gerados para a natureza.
Qualquer alteração
nas condições naturais resulta na diminuição
da biodiversidade. Por outro lado, não é possível
obter recursos da natureza sem interferir na sua composição.
Ao contrário do
que se verifica nas monoculturas agrícolas, a longa
rotação do eucalipto permite, em situações
favoráveis, o surgimento de outras plantas em seu
interior, determinando um aumento da biodiversidade. Além
disso, as plantações de Eucalipto podem ser
entremeadas com vegetação nativa, o que possibilita
a existência de uma flora e uma fauna bastante diversificada.
Na agricultura, esse tipo de preocupação não
existe.
Por último, vale
a pena também lembrar que o eucalipto abastece os
fornos de olarias, padarias, pizzarias... Se não
fosse pela presença do eucalipto, como seria a pressão
sobre o que restou das nossas matas nativas? E o carvão
de uso doméstico seria feito com madeira de árvore
nativa, como em um passado não muito distante.
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Viveiro com mudas de eucalipto
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Campanha
pela preservação da Amazônia
A
campanha Troque o Mogno pelo Eucalipto surgiu da indignação
de Edgar Werblowsky frente ao monstruoso desmatamento da Amazônia,
uma das maiores riquezas do Brasil e do mundo. Para Werblowsky,
uma das obrigações do ecoturismo responsável
é contribuir com a preservação da natureza
e da biodiversidade, combatendo todo o tipo de destruição.
O objetivo da campanha é despertar o consumidor do
do país, para a possibilidade de substituição
da compra de móveis de mogno e de outras madeiras da
Amazônia por móveis de eucalipto, já fabricados
com muito sucesso e qualidade em diversos estados.
“Se os consumidores
deixarem de comprar apenas 20% destas madeiras tropicais,
trocando por eucalipto, estarão poupando da destruição
cerca de 175.000 árvores da Amazônia por ano!
É uma monstruosidade. Se conseguirmos varrer o mogno
da lista de compras, estaremos deixando em pé 875.000
árvores”, argumenta Edgar.
A campanha se iniciou com
distribuição de adesivos e folhetos no Salão
Brasileiro do Turismo. Continua através da sensibilização,
através de material gráfico, de todos os viajantes
da Freeway. Mais passos estão sendo estudados, com
parcerias com outras ONGs e empresas.
Além disso, pretende-se trabalhar para a conscientização
das empresas construtoras de apartamentos e também
para a sensibilização dos mercados europeu
e americano, perfazendo, assim, quase o ciclo total do consumo.
Já
foi iniciada a campanha no Reino Unido, através de
nota que divulgada pela revista Green Hotelier, uma prestigiada
publicação inglesa focada em turismo sustentável.
“Pensar que preservação de floresta
é coisa somente para governos, políticas públicas,
ONGs, é um ledo engano. A força do consumidor
é, por incrível que possa parecer, extremamente
poderosa. Muito mais silenciosa, sorrateira, mas de efeitos
mais duráveis”, finaliza o criador da campanha. |
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